quinta-feira, 20 de março de 2008

bandas de surfe deixam todo mundo bêbado

Por acaso alguém já fez, algum dia, uma crítica sobre show de banda de surf music de garagem? Não sei. Mas nessa quarta, dia 19, resolvi escrever uma. Rolou na Obra, pelo 8º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, os shows dos Reverb All Star, Esquadrão Relâmpago: Monster Surf e os cearenses do Fóssil.

Cheguei na casa pouco mais de meia noite, e os Reverb All Star tinham começado a tocar. No início achei meio fraquinho, aquelas mesmas musiquinhas de sempre, a maioria cover de bandas como The Ventures. Como disse um amigo meu, os caras da banda são como arroz de festa: onde e quando estiver rolando show de surf music, eles estão lá. Mas aí comprei uma cerveja, dei uns goles numa pinga, e o som foi melhorando. Mais cedo ou mais tarde percebi que não dá pra desprezar a voz da experiência. Os caras do Reverb All Stars são velhos de guerra e sabem o que estão tocando. Quando dei por mim, já tava pulando empolgado, acompanhando o som da guitarra. E o público, que tava tímido, também tava começando a se animar.

Mas não durou muito e logo o show acabou. Rolou o intervalo, pra pegar mais uma cerveja, trocar uma idéia com algum conhecido e escutar um som mecânico que ressucitava algum crássico de mil novecentos e lá vai fumaça. Daí um tempo subiram ao palco os caras do Monster Surf. Euforia quase geral, já que metade do publico já é chegada de alguém da banda. Aquele foi um momento glorioso, pois era a primeira vez que eram a segunda banda a se apresentar. Sinceridade? Só rolou tosquera, no bom sentido. Saber tocar bem não é tão importante pra banda quanto se divertir e fazer a galera se divertir. Rolaram moshs e stage dives como sempre rolou nos shows que essa moçada tá acostumada a freqüentar desde que somos moleques. E um desafio foi lançado: queriam ver alguém com os pés no teto, caminhando de cabeça pra baixo. E desafio cumprido: logo tinha algum maluco carregado por outros malucos se divertindo ao máximo.

Depois, e por último, foi a vez dos cearenses do Fóssil. Eu sabia que quem despencou lá de cima do Brasil estava ali pra fazer o melhor que podia. E foi isso mesmo: ao contrário da banda anterior, os caras tocavam super bem. Só não sei se o público da Obra tava preparado e a fim de ouvir, naquele momento, um som elaborado e lento como o deles. A fila para pagar a conta já atravessava o salão (e eu confesso que fazia parte dela). Mas o som dos caras é muito bom e merece respeito. Rock instrumental da melhor qualidade.

Pra fechar a noite, passamos num restaurente que fica aberto até altas horas e comemos arroz com feijão pra espantar a bebedeira.

3 comentários:

marcelo disse...

se eu tivesse ido, era pra ver o Fössil. COnheci pelo MySpace e gosto muito da banda.

Mas fiquei meio doente essa última semana e acabei trancado em casa...

Unknown disse...

louis, senti sua falata na despedida. bom, minha língua está solta e sem censura. dá uma passadinha lá no blog e me dê sua opinião. vou passar 6 meses na Franca e mudei o enfoque. abraços, cris

Júlia Tavares disse...

adorei o texto! gostei de saber o que rola neste festival. parabéns pela sinceridade nas avaliações...