
Aline Calixto, filha de Oxossi, foi a atração da última quarta, 23 de agosto, no projeto Stereoteca. A carioca naturalizada mineira subiu ao palco e nos deu o privilégio de escutar a sua bela voz (forte, mas delicada) cantando belos sambas. A moça tem uma presença de palco incrível e seduziu com facilidade toda a platéia. Acompanhada por Humberto Junqueira (violão de sete cordas), Rudney Carvalho (cavaco), Ricardo Acácio (pandeiro) e Rogério Sam (percussão), ela passou por clássicos de Paulinho da Viola e Clara Nunes, mas também apresentou canções inéditas de novos compositores mineiros, como Rodrigo Santiago e Sandro Borges.
Aline os descobriu durante seu trabalho de pesquisa sobre a cena do samba no interior de Minas – muito rica e tradicional, porém muito mal conhecida. Alguma coisa me diz que essa pesquisa ainda renderá frutos preciosos. E desde já há de se agradecer Aline Calixto por sua iniciativa.
E o palco ainda teve espaço para convidados de honra, como Patrícia Ahmaral. A cantora já é conhecida pelo público mineiro, mas ninguém ainda havia a visto se arriscando na cadência do samba. Para a nossa surpresa, as duas cantaram até sambas compostos por Patrícia. Outro convidado foi Delito, cantor e compositor pernambucano radicado em Brasília. Com músicas carregadas de bom humor, mas paradoxalmente tristes, ele arrancou risadas e aplausos da platéia. No fundo, Delito nos mostrou à sua maneira que a ironia é uma forma nobre de se lidar com a dor. Foi uma das grandes surpresas da noite.
Como não podia ser diferente, em determinado momento do show alguns se levantaram e começaram a acompanhar o samba dançando. Provavelmente muitos outros tiveram a mesma vontade, envolvidos pela alegria da apresentação. Mas não só o samba foi responsável por isso: o cenário inspirado no candomblé e o figurino, criado pela própria mãe da Aline, também ajudaram muito a criar um clima bem confortável. Enfim, o show foi digno de uma grande voz cantando grandes sambas.
(Se você quer saber mais sobre a Aline Calixto, entre no seu balaio-blog, o Sambalaio.)
Aline os descobriu durante seu trabalho de pesquisa sobre a cena do samba no interior de Minas – muito rica e tradicional, porém muito mal conhecida. Alguma coisa me diz que essa pesquisa ainda renderá frutos preciosos. E desde já há de se agradecer Aline Calixto por sua iniciativa.
E o palco ainda teve espaço para convidados de honra, como Patrícia Ahmaral. A cantora já é conhecida pelo público mineiro, mas ninguém ainda havia a visto se arriscando na cadência do samba. Para a nossa surpresa, as duas cantaram até sambas compostos por Patrícia. Outro convidado foi Delito, cantor e compositor pernambucano radicado em Brasília. Com músicas carregadas de bom humor, mas paradoxalmente tristes, ele arrancou risadas e aplausos da platéia. No fundo, Delito nos mostrou à sua maneira que a ironia é uma forma nobre de se lidar com a dor. Foi uma das grandes surpresas da noite.
Como não podia ser diferente, em determinado momento do show alguns se levantaram e começaram a acompanhar o samba dançando. Provavelmente muitos outros tiveram a mesma vontade, envolvidos pela alegria da apresentação. Mas não só o samba foi responsável por isso: o cenário inspirado no candomblé e o figurino, criado pela própria mãe da Aline, também ajudaram muito a criar um clima bem confortável. Enfim, o show foi digno de uma grande voz cantando grandes sambas.
(Se você quer saber mais sobre a Aline Calixto, entre no seu balaio-blog, o Sambalaio.)




