domingo, 19 de outubro de 2008

copiar+colar transforma a cadeia cultural



O que será que Beto Metralha, produtor musical da cena do tecnobrega, em Belém do Pará, tem em comum com Dan Glickman, presidente da Motion Picture Association of America (MPAA), representante dos seis maiores estúdios de Hollywood? Os dois estão no centro da transformação radical que o universo da produção cultural do mundo está passando (cada um de um lado um pouco diferente). E parece até loucura, mas o modelo de negócio do brasileiro é muito mais moderno que o do seu colega americano. O documentário "Good Copy, Bad Copy" mostra como e porquê esta aparente contradição é (e muito) possível.

Você pode baixar o vídeo no Pirate Bay ou assisti-lo no seu próprio site.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

mídia tática na semana da arquitetura



Amanhã, quinta-feira, vai rolar na faculdade de Arquitetura da UFMG a palestra "Mídia Tática: Arte e Expressão na Cidade", dentro da programação da Semana de Arquitetura. Eu e o João Perdigão vamos conversar sobre como o espaço público da cidade, a rua, é um espaço vivo e livre, cheio de possibilidades a serem exploradas: uma delas é o uso do território urbano como mídia. Não é só pela internet, televisão, jornal e afins que a informação e a expressividade podem circular. Que tal usarmos a rua, o nosso habitat natural por excelência (e não apenas um espaço de circulação), como a nossa mídia? Quem vive a rua, de verdade, sabe que do que eu tô falando. Então, aparece lá, dá o seu palpite. Se quiser, pode nos dizer que estamos viajando e que esta conversa não tem nada a ver. Vamos adorar.

Mídia Tática: Arte e Expressão na Cidade
Quinta, 16 de outubro, às 18h.
D.A. da Escola de Arquitetura da UFMG
Rua Paraíba, 697.
Funcionários

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

pichadores atacam a choque cultural


Ontem, conversando com o Mosh, um amigo grafiteiro, fiquei sabendo com muitos dias de atraso que a Choque Cultural, uma badalada galeria de arte de São Paulo, foi invadida por um grupo de 30 pichadores que, em apenas cinco minutos, sacaram seus sprays e picharam paredes e obras expostas. O ataque foi liderado pelo Rafael Augustaitiz, O "Pixobomb", aquele que em julho também atacou a faculdade que estudava no dia da apresentação de seu trabalho de conclusão de curso.

Para quem não sabe, a galeria Choque Cultural é a mais famosa galeria moderninha do Brasil: expõe e vende obras de artistas contemporâneos, muitas vezes ligados ao grafite, como Zezão, Speto e Os Gêmeos. Ela representa um novo momento das artes visuais, que é o reconhecimento institucional da arte de rua, antes considerada "underground". Mas tem gente que acha que esse reconhecimento tem outro nome: domesticação.

Quando escutei o Mosh me contando a história e me perguntando o que eu achava, eu senti, mais uma vez, que tem gente testando os limites da arte ao extremo. Na hora não consegui chegar a conclusão nenhuma, e ainda não cheguei. É muito difícil dizer se o Rafael e os outros pichadores queriam apenas atenção (ao estilo PR Stunt) ou se realmente queriam questionar, com embasamento. Surgiu até um boato de que a própria galeria encomendou o ataque para ganhar ainda mais visibilidade (o que não deve ser verdade, pois os proprietários entraram com representação na polícia contra os pichadores). A única coisa que sei é que polêmica que gera debate é sempre algo positivo.

Se você quiser ler mais sobre o ataque, veja a matéria do Estadão, a mais completa que encontrei.